Segunda-feira, 27.04.09

É preciso ter (sal)azar!

 

 

Há coisas na minha vida que eu dispensava de bom grado, sem qualquer arrependimento, sem sequer pestanejar. Coisas como passar três horas de domingo a passar a ferro (não tivesses deixado acumular a roupinha! Pode ser que assim aprendas a não ser mula e a não passares o sábado sem fazer puto!), coisas como ouvir os gritos de júbilo de um dos meus vizinhos sempre que o Benfica marca ou o Sporting falha, coisas como reuniões de trabalho marcadas para um fim de tarde para o qual eu já tinha planos para algo bem mais proveitoso... Mas, pronto, são coisas que, quer queiramos quer não, temos de levar com elas e , como diz o outro, "aguenta e não chora"!

 

Agora, coisa bem pior do que ter de despachar um camião de roupa que clama por ferro é sentarmo-nos no sofá para o merecido descanso e sermos informados que a mini-série "A vida privada de Salazar" vai passar para o grande ecrã!

A sério... eu vi muito pouco da série e quando digo muito pouco é para não dizer quase nada, mas havia necessidade de a transformar em filme?!

Já sei, já sei... a facção masculina vai argumentar " Epá, mas tem a Soraia, tem a Soraia Chaves!". Ok, eu até admito que a miúda dá um, digamos, certo colorido à trama, mas o meu "problema" é que "Epá, mas tem o Diogo, tem o Diogo Morgado!".

 

Será que sou só eu que acho que o Diogo Morgado pode servir muito bem para os sketches d'  "Os malucos do riso", mas para o papel de Salazar precisa de, pelo menos, envelhecer? Sim, porque para além de uma representação fraquinha, aquela caracterização da personagem é de bradar aos céus!

Convencê-lo de que ele encarna Salazar na perfeição é quase tão horripilante como dizer ao outrora pequeno Saúl que bastava ele colocar um bigode, um chapéu e cantar coisas que metessem a palavra "alho" para se tornar num verdadeiro Quim Barreiros... ou então... dizer à Eunice Muñoz que ela pode perfeitamente integrar o elenco da canalha dos "Morangos com Açúcar", bastando para isso vestir-se da cabeça aos pés com tudo que seja da Hello Kitty e grunhir umas frases do tipo "ganda cena!, Tasse? Bora lá? "...

 

Haja paciência!

 

Agora, se me derem licença, vou ali arrumar a pilha de roupa nos roupeiros... e já volto.

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 14:33 | Comentar | Ver comentários (11)
Terça-feira, 21.04.09

Sem custos adicionais...

 

 

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 12:57 | Comentar | Ver comentários (30)
Quarta-feira, 15.04.09

"Anita na praia"... que belo título seria! Caso eu me chamasse Anita...

 

Eu sou uma "gaija" com a mania. A verdade, nua e crua, é essa.

 

Com a mania que tenho jeito para (quase) tudo: mania que sei escrever, mania que tenho bom gosto musical, mania que sou a melhor amiga do mundo, mania que faço o melhor bacalhau com natas do prédio (ou do meu andar, vá... que um bocadinho de modéstia também não me fica nada mal), mania que conduzo melhor do que a Elisabete Jacinto (mesmo não sendo eu patrocinada pelo Trifene 200), mania que sou perspicaz e inteligente como tudo, mania que tenho um corpo que só não foi capa da Playboy tuga porque o tamanho do meu cabelo ainda não dá para tapar as mamas, mania que tenho um sentido de humor e um sarcasmo que só as mentes mais iluminadas conseguem captar... Enfim, a lista seria interminável, caso eu tivesse tempo e caso não tivesse ainda de me ir enfiar com urgência na cozinha para fazer uma panelinha de sopa que, para além do bacalhau com natas, é uma das outras iguarias que faço como ninguém.

 

Mas toda esta merda nota introdutória serviu para quê? Serviu para eu vos revelar uma das minha últimas manias, ou seja, a de que sei fotografar, a de que tenho um talento inato para, com uma objectiva, captar aquilo que o comum dos mortais não consegue.

Só que, neste campo, é pura mania mesmo, uma  vez que o meu talento se resume a carregar no botãozinho que imortalizará esta ou aquela imagem. Porque a verdade verdadinha... é que não percebo a ponta d'um chavelho, embora gostasse (e muito) de dominar todas as técnicas e de ter a capacidade de tirar fotos como as que vêm na revista  National Geographic, mesmo que isso implicasse enfiar-me no Botswana à coca de um elefante albino!

 

E foi o que fiz no passado fim-de-semana. Não mergulhei na savana africana, mas desci à praia e, como paleca* que sou, andei de máquina em punho para poder, hoje, partilhar convosco esses momentos e ser, posteriormente, alvo de chacota... Por isso, estais à vontade!

 

(*paleco: nome que os nazarenos dão a quem não nasceu na Nazaré)

 

 

 

A imagem não deixa margem para dúvidas... É verdade, fui passar a Páscoa às Galápagos! Só não dá para ver as tartarugas porque estavam todas a dar banho à carapaça e, mesmo em ritmo acelerado, já não chegaram a tempo de ficar na fotografia. E eu também tenho a mania que não sou "gaija" para ficar à espera...

 

 Apesar das formas fálicas... não... isto não é nas Caldas da Rainha...

 

A praça dos cafés, um dos locais onde as nazarenas se dedicam a um novo desporto que consiste (se é que eu percebi alguma coisa...) em acertar num caixote (que se vê muito mal, ao fundo) com uma bola semelhante às de ténis... Estas mulheres não param de me surpreender!

 

Quando ia eu já lançada para me deitar, pensando que esta era a zona onde um moço de corpo bronzeado e atlético me iria dar uma daquelas massagens de pôr os meus pelinho todos em pé, eis que vejo a placa que me desfez os sonhos... De falta de sinalização e informação, ninguém se poderá queixar!

 

Há quem exponha, sem qualquer pudor, as suas intimidades... mas isso não significa que as misture com as dos demais... Numa corda a lingerie dela, noutra o cuequedo dele.

 

A Naza(ré), vista da Pederneira.

Eu estou algures, no areal, envergando um minúsculo fio dental. Não dá para ver?! Que azar, pá!

 

Há paisagens que já nos surgem emolduradas...

 

Acabei por ter sorte... Não encontrei o tal elefante albino (talvez tivesse ido comprar uns carapaus enjoados), mas aparecereram umas gaivotas que nem se importaram de fazer pose...

 

E pronto, foi isto... o meu fim-de-semana pascal, sem coelhinho nem ovinhos e (quase) monocromático.

 

  

publicado por Teia d´Aranha às 14:50 | Comentar | Ver comentários (38)
Domingo, 12.04.09

De besta a bestial

 

Eis uma grande lição: nunca julgar um "livro pela capa".

 

Ou como diria Saint-Exupéry, n' O Principezinho, "O essencial é invísivel aos olhos".

 

 

P.S. - parece que o vídeo já fez "gazeta", mas podem sempre clicar aqui e arrepiarem-se...

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 23:06 | Comentar | Ver comentários (30)
Quinta-feira, 09.04.09

Os meus muros são os meus inimigos

 

Há quem me julgue uma fortaleza, daquelas bem imponentes, daquelas que  resistem a qualquer sismo, a qualquer abalo. Daquelas que se mantêm de pé, pedra sobre pedra, independentemente dos ataques de que possam ser alvo.

É culpa minha, admito, se sou lida e interpretada desta forma. Porque eu própria passo essa imagem.

A de quem não se belisca com nada, a de quem suporta qualquer intempérie, a de quem tem uma armadura tão resistente que nada, mas mesmo nada me pode atingir. Nem o bem, nem o mal.

 

Mentira, ilusão, engano, perfeito disparate.

 

Plagiando Fernando Pessoa, também eu "Amei e odiei como toda gente.Mas para toda gente isso foi normal e instintivo.Para mim sempre foi a excepção, o choque, a válvula, o espasmo.
Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto demais ou de menos."

 

Eu sinto, como toda a gente. Eu prezo os sentimentos mais nobres, como qualquer pessoa.

Eu deixo-me tocar pelas coisas mais simples da vida: um sorriso, uma palavra de ânimo, um elogio, um abraço, um beijo, um toque.

Eu não consigo passar ao lado do sofrimento ou da tristeza das pessoas de quem gosto ou amo.

Posso não deixar transparecer a minha imensa alegria ou a minha profunda tristeza, mas ela está cá dentro. Sempre.

 

Se muitas vezes me mostro fria, gélida, quase insensível foi porque cresci obrigada a fazê-lo e quem me conhece bem, muito bem mesmo... sabe do que estou a falar.

Quando se foi educada para ser resistente, para lutar sozinha, quando as palavras e os gestos de carinho e de amor nunca batiam à minha porta... isso deixa marcas. Mais do que possam imaginar.

Passamos quase a ter "medo" de expressar afectos. E se os recebemos de alguém, desconfiamos, ficamos de pé atrás... porque não estamos habituados. Sabemos lidar com a adversidade, mas perante a felicidade tornamo-nos autênticos leigos.

 

E o que se faz, regra geral, com o que não conhecemos? Lidamos, manuseamos com todo o cuidado. Protegemo-nos com receio de qualquer "ataque" repentino. Queremos estar prevenidos, invulneráveis.

 

Eu sou assim com os sentimentos. Não me atiro de cabeça, não cometo actos de loucura ou gestos irreflectidos e dou por mim a ser comedida, a ir sem pressas, a pisar o terreno como se este se encontrasse minado.

Não troco de amigos como troco de roupa. Não salto de paixão em paixão como quem bebe um copo de água.

Mas, uma vez conquistada, sou fiel, respeito, cuido e sou capaz, nessa altura, de deixar que os meus muros caiam, que cada uma das suas pedras se desprenda e role, sem a preocupação de futura reconstrução.

 

Mas as conquistas demoram tempo. As conquistas requerem paciência, compreensão. As conquistas pedem altruísmo e dedicação. As conquistas são levadas a cabo por guerreiros, por destemidos, por quem sabe o que realmente quer, por quem tem a mesma perseverança na alegria e na tristeza.

 

As conquistas nunca foram conseguidas por quem é indiferente.

 

 

(O tipo de letra do blog mudou porque me apeteceu. É provável que eu, a Beta, a Teia... também vá mudando... Simplesmente porque não consigo ser indiferente... a tudo, mas sobretudo à vida.)

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 08:58 | Comentar | Ver comentários (26)
Segunda-feira, 06.04.09

E eu pergunto-vos...

 

 

... o que é realmente mais importante: as acções ou as palavras?

 

Falar sem nada mais pode operar "milagres"? Agir sem necessidade de "legendas"  basta na maior parte das vezes?

 

Ou terão necessariamente de vir as palavras de mãos dadas com as acções?

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 19:10 | Comentar | Ver comentários (14)
Sexta-feira, 03.04.09

Aguentem e não chorem!

 

Já tinham organizado uma festa, certo? Já tinham feito o velório e o enterro da Teia, verdade? Pois, guardem as roupas pretas, as coroas de flores, os discursos de despedidas, as lágrimas ou os foguetes, as serpentinas e os confetis porque o fim do blog era PETA do dia 1 de Abril!

 

Quem gosta de aqui passar, regozije-se e tire o luto! Quem vem na esperança de ver a minha "caveira"... azar, pois tão depressa não se vê livre de mim e pode continuar a tentar descobrir mais pormenores acerca da minha vidinha!

 

Estou de volta e cada vez melhor! Porque além de ser modesta como o caraças, também tenho o meu lado de Mae West que, um dia, disse: "Quando sou boa, sou muito, muito boa. Quando sou má, sou ainda melhor".

 

Aguardem novos capítulos...

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 12:46 | Comentar | Ver comentários (22)
Quarta-feira, 01.04.09

Tudo tem um fim... e um blog não é excepção

 

 

Nada é para sempre. E sempre... é muito tempo.

 

O sempre passou a ser sinónimo de "até onde a vontade nos levar". E essa vontade pode durar anos, meses, dias, horas ou até escassos minutos.

 

Foram meses, neste caso. Meses de um ciclo de vida onde este blog fazia sentido. Porque nele me fiz "ouvir", nele depositei muito daquilo que sou. Ironia e sarcasmo nuns momentos. Raiva e frustração noutros. Despi-me de muitos dos meus pensamentos e embrulhei-me ainda mais nos dos que aqui passaram.

 

Empatia, lágrimas, discordâncias, interrogações, sorrisos e até gargalhadas... Tudo isto ( e mais até) provocado por palavras. Pelo enorme poder das palavras.

 

Hoje é chegada a altura das palavras darem lugar ao silêncio. Da presença ceder espaço ao vazio.

 

Terminado o "espectáculo", saio do palco sem olhar para trás, corro as cortinas, apago as luzes, fecho a porta e deito fora a chave para não cair na tentação de  voltar a abri-la.

 

É o fim.

 

Fim de momentos em que foi muito bom ter-vos desse lado, mesmo que alguns de vós o tenham feito em silêncio.

 

E não raras vezes, o silêncio diz e pesa tanto quanto as palavras.

 

Obrigada a todos! 

 

 

 

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publicado por Teia d´Aranha às 00:15 | Comentar | Ver comentários (54)

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