Domingo, 31.01.10

Valeu a pena ter almoçado às 3 da tarde

 

 

 

  
 "It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul."
 
 

Clint Eastwood, realizador notável. Morgan Freeman e Matt Damon, desempenho irrepreensível. Invictus, um filme onde o rugby é apenas o pretexto para mostrar que a determinação e a força interior podem ser o motor da mudança. 

 

E por tudo isto... não me importei de ter almoçado fora de horas. Valeu a pena. Recomendo.

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 15:29 | Comentar | Ver comentários (2)
Quinta-feira, 28.01.10

E o cúmulo da preguiça é...

 

... chegar a casa e jantar um prato de Nestum.

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 19:55 | Comentar | Ver comentários (16)
Domingo, 24.01.10

E Alpalhão não vale!

 

Sabem aquelas alturas em que parece que o marasmo se instalou de armas e bagagens na nossa vidinha? Em que o dia de hoje é a cara chapada do de ontem e apresenta contornos semelhantes ao de amanhã? Pronto... esse é o sentimento que me tem dominado. E se há gaja a quem a rotina provoca uma comichão do caraças e uma azia desgraçada, essa gaja sou eu!

 

Vai daí, numa tentativa deseperada de muda-de-vida-antes-que-o-ponto-alto-dos-teus-dias-seja-o-trajecto-para-o-centro-de-dia-numa-carrinha-repleta-de-séniores, resolvi que está na hora de acordar e de arregaçar as mangas antes que seja tarde demais e me encontrem num qualquer Bingo, rodeada de amigas septuagenárias, excitadíssimas com a perspectiva de fazer mais uma linha.

 

A teoria é uma coisa muito bonita, sim senhora, mas, na prática, começo por onde? perguntei a mim própria. Ó estúpida, começas por levantar o cu do sofá e bazares de casa! respondi também a mim própria, tentando pôr termo a este descabido monólogo interior. Ok, ok... e bazo para onde? voltei teimosamente a perguntar ao meu alter-ego. Epá, és acéfala?! Pensa, mula! repondeu aquela parte de mim mais carinhosa e que quase sempre me caracteriza.

 

Como ser obediente é também uma das qualidades mais marcantes da minha personalidade ( bem, abelha!), pensei... pensei... voltei a pensar e concluí que levantar o cu do sofá e bazar de casa não chega. Isso já eu faço para ir trabalhar, para ir ao supermercado ou para levar o lixo ao contentor. Não basta bazar uns minutos ou umas horas, pois, como eu sempre digo, "se é para fazer... que seja em grande!". Há que dar à sola, é verdade, mas acompanhada de uma mochila com umas mudas de roupa e com o depósito do carro atestado.

E é aqui que vocês entram! Entram, não no meu carro, mas neste esforço de dar um pontapé à monotonia e um soco à Sá Pinto na pasmaceira.

 

 

O meu pedido é coisa simples: puxem pela cabecinha e recorram aos vossos conhecimentos geográficos/turísticos e deixem aqui sugestões de destinos (tipo vá pra fora cá dentro/escapadinha) que encham as medidas a qualquer um. Mas como eu não sou qualquer uma, esses destinos têm de obedecer obrigatoriamente a determinados requisitos, a saber:

 

- sossego q.b.,

- paisagens de tirar o fôlego,

- gastronomia de comer e chorar por mais,

- alojamento que esteja um nível acima da Pensão Estrelinha e um nível abaixo do Hilton Vilamoura.

 

Juro que tentei não vos meter ao barulho e para isso, confesso, até fui buscar um mapa, fechei os olhos e lancei o dedo em direcção ao desconhecido, fazendo figas para que esse desconhecido não implicasse coisas como tendas de campismo e sacos-cama. E o que ditou a sorte...? ALPALHÃO (wtf?!).

Respirei fundo, pus de lado as minhas reservas em relação ao nome da terra e fui investigar. Às tantas, no meio da minha intensa e animada pesquisa, deparo-me uma imagem daquela singela localidade que me prega ao monitor:

 

 

Caros amigos, se o ex-libris de uma localidade for uma escultura representando um dedo que aponta vigorosamente para o céu, um monumento consagrado às manicures... não contem lá comigo! Alpalhão não vale!

 

Bora lá sugerir outra coisa que isto é coisa p'ra ontem!

  

 

publicado por Teia d´Aranha às 20:10 | Comentar | Ver comentários (40)
Quinta-feira, 21.01.10

É bom que não voltes a esquecer-te das pipocas!

 

Não foi preciso pedinchar, nem esponjar-me no chão, esperneando e esbracejando, qual criança mimada a pedir umas valentes chapadas no focinho. Bastou o post anterior e enviar a morada, não fosse o carteiro andar às aranhas pelo bairro à procura da Teia.

 

Hoje, quando abri a caixa do correio, no meio das cartas com facturas disto e daquilo, dos panfletos de todos os hipermercados e pizzarias, lá estava ele,  o envelope que, por momentos, me fez esquecer o dia de cão e parar de bufar e de maldizer este mundinho e o que há-de vir. E trazia nada mais nada menos do que 15 filmes! Destaco apenas (para meter nojo e fazer sobressair a puta da minha mania!): Invictus, Sherlock Holmes, The Time Traveler's Wife e (claro!) Up In The Air.

 

 

E são gestos destes, tão simples e vindos de quem nunca me viu nem mais gorda nem mais magra, que me levam a afirmar algo que nunca julguei, nem em sonhos, vir a equacionar: se um dia me passar pela cabeça incluir a palavra casamento no meu dicionário e se tu passares a fazer o meu género, vou direitinha a casa dos teus pais, munida de um estojo de veludo com uma anilha, e pedirei a tua mão! Só não prometo fazê-lo de joelhos...

 

 

(momento de reflexão, de introspecção, de pesar os prós e os contras)

 

 

Pronto... casamento... talvez seja ir longe demais. Vamos pensar apenas em união de facto, pode ser?

 

 

(mais um momento de reflexão, de introspecção, de pesar os prós e os contras e de  ganda arrependimento)

 

 

Existe a possibilidade de união de facto, mas ficando cada um na sua casinha e a pagar as suas continhas?

 

 

Enquanto aguardo pela vossa resposta, vou ali pôr o sofázinho e a manta a jeito e esperar que as pipocas comecem aos saltos...

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 21:12 | Comentar | Ver comentários (21)
Domingo, 17.01.10

We are not swans. We are sharks.

 

 

 

"Make no mistake your relationships are the heaviest components in your life. All those negotiations and arguments and secrets, the compromises. The slower we move the faster we die. Make no mistake, moving is living. Some animals were meant to carry each other to live symbiotically over a lifetime. Star crossed lovers, monogamous swans. We are not swans. We are sharks." 

 

 

(Pode não ter um argumento brilhante, mas dará, com certeza, para alegrar as vistas e para pensarmos na metafísica da vida. E eu prometo fazê-lo por esta mesma ordem.)

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 11:07 | Comentar | Ver comentários (12)
Sexta-feira, 15.01.10

O Teia d'Aranha faz hoje 2 anos

 

Não tenho foguetes nem serpentinas para lançar. Nem sequer uma mísera fatia de bolo para vos oferecer. Tenho apenas o meu mais sincero agradecimento a todos vocês que por aqui  passeiam os olhos. Mesmo sem conhecer a maioria dos que  aqui param e comentam, a empatia criada, sobretudo com os visitantes mais assíduos, tem-me ensinado que as relações virtuais podem revelar-se positivas, enriquecedoras.


Espero que estes 2 anos tenham sido tão bons para vocês como foram para mim...

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 09:00 | Comentar | Ver comentários (28)
Quarta-feira, 13.01.10

Há dias em que me sinto um poço de contradições

 

 

 

 

 "I'll give you everything you want
Except the thing that you want..."
 

 

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 12:24 | Comentar | Ver comentários (2)
Quarta-feira, 06.01.10

Quando supostamente o Criador existe

 

O texto de hoje é descaradamente inspirado neste. Li o do Pedro Ribeiro várias vezes. Emocionei-me. Revi-me em muitas passagens e sucumbi à vontade de escrever um só meu.

É sobre momentos em que, mesmo não acreditando em intervenções divinas, caso elas existam, estão com certeza em ocasiões como  as que partilho convosco.

 

 

Quando fui mãe por duas vezes e no primeiro beijo dado soube que aquele é que seria o tal amor para sempre. Quando acabei o meu curso e mostrei, a quem duvidava, que eu era capaz de ser alguém. Quando os dias começam cheios de sol, fora e dentro de mim. Um café amargo e a ferver. Chocolate. Muito chocolate. Os almoços de domingo, em família, onde as conversas e as risadas se atropelam. Quando me dizem que têm orgulho da pessoa em que me tornei. Quando me dão aquele abraço que parece não querer terminar. Uvas grandes e doces. Os dias de chuva vistos pela janela. Pisar a areia molhada. A lembrança dos meus avós. Rever as fotografias de quando era pequenina e sorria cheia de inocência. Quando o meu filho mais velho me diz "o que faria eu sem ti?". Quando o meu filho mais novo me diz "sabes que te adoro?". Paris. Quando aquela música me emociona até às lágrimas.Velas acesas no quarto. Sexo. Amor. Sexo com amor. Quando cozinho com tempo e com sentimento. Viajar. Quando me olho ao espelho e penso que nem estou assim tão mal. Lingerie preta. Perfumes suaves. Amizades sem tempo nem hora marcada.

 

Quando o Sporting vence o jogo no último minuto. O cheiro da maresia. Quando ouço um sentido "Gosto de ti". Um olhar cúmplice. Os fins de tarde de Verão com o céu raiado de vermelho. Jogar à bola com os meus filhos e ouvi-los dizer que sou óptima guarda-redes. Chocolate quente. Quando leio poemas de Fernando Pessoa e heterónimos. O cheiro da roupa lavada. Massagens. Meter-me na cama feita de lavado. Chá de menta. Ir ao Porto. Não ter hora para acordar. Quando esqueço que fui infeliz na minha infância. A voz da Maria Bethânia. A mestria do Slash  na guitarra. Tocar nos objectos que foram do meu pai. Quando me pedem para ler em voz alta tempos infinitos. Quando ouço o Variações cantar " O engate". Quando mudo de visual e acho que fiquei bonita. Quando vou à aldeia e bebo água da fonte. O aroma do pão acabado de cozer no forno de lenha. Quando me arrepio ao ouvir o hino nacional ser cantado por milhares. As tuas mãos no meu cabelo. As fotos dos meus priminhos que vivem lá fora. As gargalhadas dos outros. E as minhas. Cerejas.

 

Os gestos e atitudes que me fazem acreditar na sinceridade e na pureza dos sentimentos. Quando sei onde errei. O crepitar da lenha. Pequeno almoço farto e sem pressas. Confundirem-me com uma italiana em plena Place du Tertre. Quando sou o Mundo de alguém. Salada de pêra abacate com camarão. Duche quente. Quando me enfio na cozinha com os meus filhos a fazer bolachas e biscoitos. Quando eles me dizem "és linda!". Todos os meus cd's do Boss. O Louvre. Quando vou no carro com a música aos altos berros. Quando ouvi que era benigno. A mão quente procurando a minha, gelada. Quando sentem a minha falta. O cheiro da canela. Quando ligo a alguém que é capaz de estar a falar comigo durante uma hora. Quando vejo Denzel Washington ou Anthony Hopkins no seu melhor. Conduzir muitos quilómetros. Quando ouço o "last Kiss" dos Pearl Jam. E sempre que ouço Eddie Vedder. Fugir à rotina. O teu cheiro na minha almofada. Andar descalça. Cubos de gelo a derreterem no meu corpo. Sms que terminam com "adoro-te muito". Jogar Mahjong. Torradas. Aconchegar os meus filhos. Quando resolvo aquele problema que me tem perseguido. Os livros do Eça de Queirós. Não ter de andar de casaco. A sensação de ter ajudado.

 

Quando alguém confia em mim e me faz confidências. Aquele convite inesperado para sair. Deitar conversa fora com os amigos. Edredões. Colher fruta no quintal. Quando os meus amigos me dizem, de peito aberto, "Gostamos de ti, gaja! Fazes aqui falta!". Calçar ténis da Nike. Querer aprender a tocar viola e a fotografar. Quando penso que amanhã vou ser mais forte. Chorar de alegria. Aninhar-me no sofá e ver séries até adormecer. Quando estabeleço metas a atingir. Quando as atinjo. Uma casa caiada de branco e de risca azul, no coração do Alentejo. Doce de abóbora com requeijão. Quando penso que não gosto de fado e deliro com a voz de Carlos do Carmo. Caminhar na mata. Flores do campo nas jarras. Os beijos demorados. Andar todo o Verão de sandálias e chinelas. As esculturas do João Cutileiro. Entrar numa livraria e ter vontade de estourar o ordenado todo. Quando me aceitam tal como sou. Quando pedem a minha companhia. Os teus dedos a percorrerem as minhas costas. O canto das cigarras numa tarde de Verão. Os elogios. O vento que me beija o rosto. Quando o meu filho, na cama do hospital, e cheio de dores, me dava a mão e me acariciava, pedindo-me desculpa por eu ter de passar dia e noite junto dele. Deitar-me na relva. Quando penso em coisas que me fazem sorrir. Escrever. Recheio de sapateira com caril e pinhões. Ler Marguerite Duras, em francês mesmo.

 

Quando vamos na mesma "direcção". Quando a saudade é interrompida por momentos únicos. Quando deixamos os nossos olhos soltarem palavras. O luar. A simpatia. A generosidade. Quando fumamos um Black Devil a meias. Pipocas  e filmes de animação e eu no meio deles. Quando o mais novo pede que o irmão lhe vá dar o beijinho de boa noite.

 

A dávida que é a vida. A felicidade que não tem preço. As avenidas que são alguns corações. A frontalidade. Os sentimentos genuínos. O Amor que se enrosca em nós e nos faz pensar que, tal como diz o Vinicius, "que não seja eterno, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure". Nós.

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 22:04 | Comentar | Ver comentários (36)
Sábado, 02.01.10

Quando o silêncio não é de ouro

 

O ritual cumpriu-se. Não o das doze passas, o da subida para uma cadeira ou o da moedinha na mão. Cumpriu-se o ritual de limpar números de telefone que não passavam disso mesmo: números. Como já dei a entender tantas vezes, não possuo a faceta de coleccionadora. Guardo apenas o que me preenche, o que me completa. E essa mania alastra-se às pessoas também.

Não consigo evitar. E admito que não seja uma qualidade. Que seja até injusto.

 

Há uns dias, tive a prova dessa injustiça. Determinada pessoa enviou-me uma mensagem, após três anos de silêncio, pedindo-me encarecidamente que lhe explicasse a razão do meu desaparecimento e de a ter, por assim dizer, riscado da minha vida sem uma explicação prévia.

Só consegui apresentar um motivo: "foste "vítima" de uma fase da minha vida em que me cansei... Nem sempre sou uma pessoa fácil de entender... ou quase nunca sou". A explicação parece vaga, mas foi totalmente honesta.

 

Esta situação trouxe-me à memória um outro episódio, vivido num dia de Natal: um telefonema do meu 1º namorado, de quem já nada sabia há 8 anos. Era (e é), há muito, um capítulo da minha vida mais do que encerrado.

Ele, segundo me contou, sentiu necessidade de saber o que era feito de mim, como é que eu estava. Tinha tido, pouco tempo antes, um grave acidente que o fez estar hospitalizado e, nesse tempo, fui uma das pessoas que lhe assaltou a memória. Não tendo já o meu contacto e estando eu já a morar noutro local, deu-se ao trabalho de ligar para vários números de pessoas que moravam na minha antiga rua e, assim, conseguiu o contacto de um familiar meu e, por conseguinte, chegar a mim.

 

Nem sempre sabemos o quão importantes somos ou fomos para determinadas pessoas até que elas nos digam. Nem sempre o silêncio e a distância nos afastam, mas fazem-nos, frequentemente, duvidar do lugar que possamos ocupar na vida dos outros. Nem sempre o silêncio é de ouro. O silêncio é bem-vindo quando interrompido por gestos e por palavras. O silêncio prolongado arrefece sentimentos e apaga lembranças. E, um belo dia, quando nos lembramos de o quebrar ou  quando tentamos preenchê-lo ou até apagá-lo... pode já ser  tarde demais.

 

Esta é uma lição que eu própria tenho de aprender: a de que não devo afastar as pessoas da minha vida sem antes procurar saber o estrago que essa atitude poderá provocar. E, caso esse afastamento seja inevitável, ter pelo menos a decência de o explicar.

 

Não esquecer também que quando gostamos de alguém, seja de quem for, há que dizê-lo, há que demonstrá-lo, pois o dom de ver o que está encerrado dentro das pessoas... só Blimunda o possuía e, que eu saiba, não passa de uma personagem criada por Saramago.

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 19:08 | Comentar | Ver comentários (18)

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