Sábado, 20.03.10

Proposta (in)decente...

 

... para este fim-de-semana. Ou para outro dia qualquer. Who cares?

 

 

"And darling take my hand

 

And lead me through the door

 

Let's kidnap each other

 

And start singing our song"

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 02:23 | Comentar | Ver comentários (4)
Sábado, 13.03.10

O reverso da medalha

 

Foi muitíssimo estranho, há uma semana, "ver" o meu blog dar um programa de rádio.

 

Mas quase tão ou mais estranho do que isso foi, esta 6ª feira, entrar na livraria onde sou cliente habitual (e apenas a uns metros de minha casa) e ser cumprimentada com um "Boa tarde, Dona Teia d'Aranha!".

 

Se anatomicamente tivesse sido possível, sei que, naquele momento, me teria caído tudo no chão.

 

Imagino agora o dono da livraria a ler o blog e a pensar: "Quem diria, hein? Vem aqui comprar a sua colecçãozinha de cd's do Boss, a sua Blitz, um ou outro livro, sempre muito discreta, muito educada e vai-se a ver... escreve coisas capazes de fazer corar o próprio Bocage!"

 

E o que poderei eu responder: "Olhe, não dizem que a escrita liberta? Pois é... eu sou uma espécie de foragida. Assim que começo a escrever, liberta-se-me a alma e destrava-se-me a língua..."

 

 

Tive receio que esta situação me fizesse sentir constrangida ou pudesse condicionar a minha escrita daqui para a frente, mas constato que não me provocou o mínimo "arranhão".  Eu estava perfeitamente consciente do "risco" que corria ao rejeitar o anonimato no programa. Porque quem não me aceitar tal como sou, tal como escrevo... só tem de fazer inversão de marcha.

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 21:46 | Comentar | Ver comentários (13)
Quarta-feira, 10.03.10

Também tenho as minhas manias

 

Apesar das várias modernices disponíveis, sou das que ainda gosta de cadernos e de blocos de notas. Dá-me gozo pegar numa caneta e apontar reflexões, pedaços de letras de músicas, passagens de livros que estou a ler e que me "disseram" alguma coisa... Mas muitas vezes são simples listas de compras ou de tarefas que tenho para cumprir (ou que não  cumpri) que preenchem as folhas.

 

Hoje deveria ter feito uma dessas listas. A das tarefas para os próximos dias e semanas. Mas não a fiz. Nem uma linha, nem uma palavra. Nada.

 

Hoje limitei-me a anotar a marca de umas bolachas divinais que me ofereceram.

 

 

 

Hoje ficou provado que sei perfeitamente distinguir o essencial do acessório.

 

publicado por Teia d´Aranha às 23:39 | Comentar | Ver comentários (12)
Quinta-feira, 04.03.10

É oficial: este blog vai dar um programa de rádio.

 

Pois é, minha gente, o Teia d'Aranha vai invadir as ondas hertezianas já neste próximo sábado (22h) com repetição no domingo (9h). Sim... o programa repete-se. Parece que aquele pessoal da Rádio Comercial tem tendências sado-maso...

 

 

Posto isto, meus caros, no sábado, adiai as vossas jogatanas de sueca e as partidas de dominó e, no domingo, ide um pouco mais tarde à missa, sim?

 

Por falar em missa... a produtora do programa informou-me que como alguns posts contêm um ou outro palavrão (coisa pouca!), eles terão de ser cortados. E, na rádio, "gaja" é considerado palavrão... Eu que os ouça pronunciar essa palavra num qualquer outro programa! Apresentarei de imediato queixa ao Provedor do Ouvinte!

 

publicado por Teia d´Aranha às 21:02 | Comentar | Ver comentários (39)
Quarta-feira, 03.03.10

Inocência é não pensar

 

Quando eu era criança ( e como todas elas... ou não) acreditava que existia, a par do nosso, um mundo povoado por fadas, ostentando asas coloridas e munidas de varinhas de condão. Por momentos, fechava os olhos com toda a força e implorava que essas pequenas e delicadas criaturas viessem em meu auxílio sempre que eu me metia numa alhada: suplicava que restituissem a forma original àquela jarra que eu acabara de transformar em cacos, que pusessem como novo aquele vestido que eu rasgara, que fizessem, por mim, aqueles trabalhos de matemática que eu tanto odiava.

Não sei se a falta de irmãos explica este meu refúgio num mundo imaginário e repleto de fantasia, mas o facto é que acreditar piamente naqueles seres fantásticos me dava alguma segurança e diminuia a minha solidão, mesmo que nenhum dos meus desejos se realizasse. E, nessa altura, eu desculpabilizava as fadas, arranjando como argumento a existência de inúmeros pedidos de outras crianças que elas teriam em lista de espera e que andariam, provavelmente, a satisfazer. Só não tinha ainda chegado a minha vez. Apenas isso.

 

Mas se acreditar em fadas me colocava numa zona de conforto, o mesmo já não se passava com a famigerada ameaça do Papão. O Papão era aquela criatura temida por toda a pequenada que abominava a sopa, as hortaliças, o peixe e afins. Eu imaginava-o sempre como sendo um homenzarrão carrancudo, com voz cavernosa e inimigo de todos os petizes e que, um dia,  viria do nada e me levaria para longe dos meus pais sem me dar sequer tempo de pronunciar um "ai".

A mim, diziam-me que, caso eu não engolisse tudo o que tinha no prato, o senhor Papão viria com o enorme saco, que trazia sempre às costas, onde me enfiaria para me levar para (supunha eu) um lugar onde estavam todas as crianças que, tal como eu, não morriam de amores pela comida que lhes colocavam à frente.

O temor por aquela abominável criatura nem sempre me fez obedecer, mas desenvolveu em mim algumas artimanhas, como colocar a comida no balde do lixo, bem (mas não suficientemente) escondida e, mais tarde, despejá-la directamente pela sanita abaixo.

 

 

As fadas e o Papão assinalaram a minha ( e talvez a vossa) infância, fase da vida em que a nossa inocência justificava tudo... ou quase tudo.

 

Hoje lamento ter perdido essa inocência. Hoje dava-me jeito acreditar em fadas. Sobretudo em fadas que destruíssem todos os papões que têm a ousadia de se atravessar no nosso caminho. Hoje dava-me jeito fechar os olhos e, quando os abrisse, tudo estaria no devido lugar. Até a vida.

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 21:12 | Comentar | Ver comentários (14)
Segunda-feira, 01.03.10

O dia em que o meu mundo ruiu

 

Hoje perguntaram-me que tipo de mulher sou eu, já que o meu blog, sendo de "gaja", não disserta sobre cabelos, malas, compras...

 

Nunca pensei que uma simples questão bastasse para me afundar numa crise de identidade.

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 23:34 | Comentar | Ver comentários (15)

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