Sexta-feira, 13.11.09

E numa sexta-feira 13...

 

... alguém acabou de colocar nas minhas mãozinhas... 500 euros (sim, são mesmo quinhentos!) para eu comprar o meu presente de Natal.

 

 

Só me falta decidir em que os hei-de gastar...

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 22:33 | Comentar | Ver comentários (35)
Sexta-feira, 20.03.09

E se enfiasses o cartão num sítio que eu cá sei?

 

Eu gosto de receber presentes. Gosto. Mas o que mais me agrada nessa demonstração de carinho, de estima, de apreço é quando ocorre sem motivo algum, sem assinalar qualquer data ou acontecimento. Dar por dar apenas. Só porque alguém se lembrou de  mim. E, por incrível que pareça, há quem se recorde da minha existência. Há quem faça questão de sublinhar que sou "especial".

Hoje, ao abrir a minha caixa do correio, lá estava mais uma prova do quanto eu sou importante. Tirei foto e tudo para que o facto ficasse registado para a posteridade.

Como adoro sentir-me assim... mimada! Pela minha família, pelos meus amigos, pelas pessoas com quem mantenho laços de afectividade.

Agora, quem disse à puta da Caixa Geral de Depósitos que ela faz parte desse leque de pessoas?! Quem a convenceu disso?!

E tem mais: presentear-me com uma tonelada de papéis  com o objectivo de me levar a aderir à porcaria de um cartão que eu jamais pedi, não me faz propriamente sentir especial! Sobretudo se tivermos em conta que todo aquele merchandising é pago por todos os contribuintes! Belo exemplo de esforço de redução de despesas, vindo de uma entidade bancária que se diz do estado!

 

Darem-me presentes que eu própria paguei... não, obrigada! Reduzam-me é a prestação mensal do meu empréstimo e parem de esbanjar dinheiro em merdas!

 

Não ficaria muito mais barato ligarem-me a perguntar se estou ou não interessada em determinado serviço?

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 16:49 | Comentar | Ver comentários (15)
Domingo, 19.10.08

Retrato da minha vida

Tenho andado sem energia. Sem tempo. Sem ânimo. Sem dinheiro. Talvez não seja a única. A crise económica, o pessimismo, a falta de confiança no futuro, o medo do colapso chegaram a todo o lado... e a todos.

 

O domingo até costuma ser o meu melhor dia da semana. Sobretudo quando o sol se deixa de caprichos e dá um ar da sua graça. O povo sai à rua e sempre dá para animar... ou dava.

 

Hoje está a ser um domingo diferente. As ruas estão praticamente desertas. Evita-se sair à rua e, consequentemente, gastar dinheiro.

Alguns casais, a maioria já de idade avançada, vêm até à praia, mas estacionam o carro na marginal e ali ficam. Normalmente, ele vai lendo o jornal ou ouvindo uma estação de rádio local, acabando, não raras vezes, por adormecer. Ela, munida da agulha de crochet, vai dando laçadas e traçando desenhos que lhe desviam o pensamento daquela vida tão sem sabor. De quando em vez, desvia o olhar para algum dos poucos casais que passeiam de mãos dadas e sente nostalgia do tempo em que aquela imagem era sua e daquele homem que ressona ao seu lado. Não sabe porque tudo se tornara tão diferente, mas também já não quer saber. Já não estou em idade de mudar o que quer que seja, pensa ela.

 

Devem estar a pensar em que é que tudo isto me afecta. Mais do que possam imaginar... Sinto, cada vez mais, que o meu optimisto e a minha capacidade de lutar me foram roubados. E é no auge deste meu sentimento que me vou abaixo, que me afundo no desalento e que mergulho num sono profundo, desejando, secretamente, não mais sair dele... 

 

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 16:35 | Comentar | Ver comentários (15)

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