Domingo, 24.01.10

E Alpalhão não vale!

 

Sabem aquelas alturas em que parece que o marasmo se instalou de armas e bagagens na nossa vidinha? Em que o dia de hoje é a cara chapada do de ontem e apresenta contornos semelhantes ao de amanhã? Pronto... esse é o sentimento que me tem dominado. E se há gaja a quem a rotina provoca uma comichão do caraças e uma azia desgraçada, essa gaja sou eu!

 

Vai daí, numa tentativa deseperada de muda-de-vida-antes-que-o-ponto-alto-dos-teus-dias-seja-o-trajecto-para-o-centro-de-dia-numa-carrinha-repleta-de-séniores, resolvi que está na hora de acordar e de arregaçar as mangas antes que seja tarde demais e me encontrem num qualquer Bingo, rodeada de amigas septuagenárias, excitadíssimas com a perspectiva de fazer mais uma linha.

 

A teoria é uma coisa muito bonita, sim senhora, mas, na prática, começo por onde? perguntei a mim própria. Ó estúpida, começas por levantar o cu do sofá e bazares de casa! respondi também a mim própria, tentando pôr termo a este descabido monólogo interior. Ok, ok... e bazo para onde? voltei teimosamente a perguntar ao meu alter-ego. Epá, és acéfala?! Pensa, mula! repondeu aquela parte de mim mais carinhosa e que quase sempre me caracteriza.

 

Como ser obediente é também uma das qualidades mais marcantes da minha personalidade ( bem, abelha!), pensei... pensei... voltei a pensar e concluí que levantar o cu do sofá e bazar de casa não chega. Isso já eu faço para ir trabalhar, para ir ao supermercado ou para levar o lixo ao contentor. Não basta bazar uns minutos ou umas horas, pois, como eu sempre digo, "se é para fazer... que seja em grande!". Há que dar à sola, é verdade, mas acompanhada de uma mochila com umas mudas de roupa e com o depósito do carro atestado.

E é aqui que vocês entram! Entram, não no meu carro, mas neste esforço de dar um pontapé à monotonia e um soco à Sá Pinto na pasmaceira.

 

 

O meu pedido é coisa simples: puxem pela cabecinha e recorram aos vossos conhecimentos geográficos/turísticos e deixem aqui sugestões de destinos (tipo vá pra fora cá dentro/escapadinha) que encham as medidas a qualquer um. Mas como eu não sou qualquer uma, esses destinos têm de obedecer obrigatoriamente a determinados requisitos, a saber:

 

- sossego q.b.,

- paisagens de tirar o fôlego,

- gastronomia de comer e chorar por mais,

- alojamento que esteja um nível acima da Pensão Estrelinha e um nível abaixo do Hilton Vilamoura.

 

Juro que tentei não vos meter ao barulho e para isso, confesso, até fui buscar um mapa, fechei os olhos e lancei o dedo em direcção ao desconhecido, fazendo figas para que esse desconhecido não implicasse coisas como tendas de campismo e sacos-cama. E o que ditou a sorte...? ALPALHÃO (wtf?!).

Respirei fundo, pus de lado as minhas reservas em relação ao nome da terra e fui investigar. Às tantas, no meio da minha intensa e animada pesquisa, deparo-me uma imagem daquela singela localidade que me prega ao monitor:

 

 

Caros amigos, se o ex-libris de uma localidade for uma escultura representando um dedo que aponta vigorosamente para o céu, um monumento consagrado às manicures... não contem lá comigo! Alpalhão não vale!

 

Bora lá sugerir outra coisa que isto é coisa p'ra ontem!

  

 

publicado por Teia d´Aranha às 20:10 | Comentar | Ver comentários (40)
Sábado, 10.10.09

Facebook vs Blog: a teoria da conspiração com hortaliças pelo meio

 

Não sou tão indomável quanto acredito ser.

Bastou o post anterior e levar com duas bocas do género "Não tens facebook?! Epá, regista-te que aquilo é muita fofinho, tem montes de cenas curtidas e vais ver que te vais divertir muito mais do que se assistisses a um comício do João Jardim ou a um concerto do Nel Monteiro!". Eu, que mal me cheira a festa fico toda eriçada, fui num ápice registar-me naquela "coisa".

 

Se me seduziu? Não.

E, embora me digam "ah, no início, também não achei muita piada, mas depois comecei a entusiasmar-me", eu não vejo muitas diferenças relativamente ao hi5. Verifico até que há quem continue a adicionar este mundo e o outro, desconhecendo totalmente a essência da amizade... Mas isto já é má língua ( a minha).

Parece ainda que muita alminha se perde nos jogo, sobretudo num que consiste em ter uma quinta e em conseguir torná-la lucrativa, fazendo trocas do tipo "toma lá um molho de grelos e dá-me um campo de couve tronchuda". Vistas bem as coisas, cria-se uma verdadeira teia de mafiosos que angariam amizades com o intuito malévolo de se tornarem ricos proprietários e de votarem os restantes pseudo-agricultores à condição de latifundiários. A mim é que não me apanham! Se eu quisesse render-me ao encanto dos trabalhos agrícolas, rumava a França para a apanha da fruta!

 

Mas há mais um motivo para eu torcer ao nariz a esta história do facebook. Em conversa com a Gaja, veio à baila o facto dos blogs andarem, digamos, chochinhos, paradinhos, sem condimento, desprovidos de emoção e de supresa. Como o meu. E eis que ela me diz que o culpado deste marasmo blogueiro é, em grande parte, dele. Do trombalivro! Que há gente, a dar c'um pau, embriagada com aquilo e que deixou de ler e de escrever nos blogs!

 

WTF?! Ensandeceram ou quê?! Então, mas há MESMO quem tenha trocado o prazer da leitura e da escrita por hortaliças e currais?!

Se, por mero acaso e obra do demo, suspeitarem que eu cedi a essa tentação, atirem comigo para um monte alentejano e resgatem-me apenas quando eu tiver conseguido cultivar uma tonelada de chícharos...

 

É um favor que me fazem.

 

 

 

ADENDA: informo que acabei agora (domingo, 11 de Outubro) de desactivar a minha conta do tal Facebook. Portanto, se alguém se sentiu incomodado com a minha adesão... pode, agora, respirar de alívio.

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 00:37 | Comentar | Ver comentários (22)

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