Sábado, 27.06.09

O fim dos problemas amorosos à distância de um clic

 

Sentes-te só e encalhado(a)? A tua vida sentimental já teve melhores dias? Apesar das várias relações que já tiveste, ainda não encontraste a tua metade? 

Para saires da prateleira, estás a pensar meteres-te nas danças de salão ou colocares um anúncio no jornal ou ir ao programa do Goucha?

 

Não te martirizes mais! A solução para acabar definitivamente com a tua solidão está encontrada! Basta para isso ires... ao Hi5 (ou Aifibe para alguns)!!! Se não conheces ainda esse admirável mundo, trata já de o descobrir e cria a tua página! 

 

É que, caso ainda não saibas, o Hi5 tem agora mais uma funcionalidade chamada "Namoro"!!! E, quanto a mim, só peca por vir tarde e a más horas.

Como é que só agora se lembraram disso?! Como é que ainda ninguém tinha vislumbrado no Hi5 as enormes potencialidades de engate?! Tanta gente por aí largada, ao deus dará e sem aconchego... desnecessariamente!

Andava o pessoal  numa perda de tempo incrível a consultar os vários perfis dos utilizadores para ver quais os interesses musicais, literários, políticos e religiosos quando poderia muito bem estar a exercitar técnicas para saltar para a espinha de uma ou outra criatura!!!

Andava meio mundo a mandar mensagens do tipo "O que mais te fascina na obra de Tolstoi? Já visitaste a última exposição no Louvre sobre o Renascimento? Qual das óperas de Verdi mais te fascina: La Traviata ou Otello?", quando poderia poupar imensa retória e ir directo ao assunto: "Como é que é?! Queres ou não queres?"

 

Quanto a mim, vivo agora na esperança de o meu perfil se encher de comentários originais e denunciadores de uma enorme subtileza, perspicácia, inteligência acima da média e talento esmagador para a escrita... Até parece que já os estou a ler...

 

- " Adoro o teu olhar profundo! Bj"

 

- "Queres ser minha amiga? Adiciona-me: gandagustusão@hotmail.com"

 

- "Oi! Td bem ctg? Pareces ser muita fixe. Posso conheçerte?"

 

- "Ola, gostei da tua foto e do teu perfil, por isso decidi mandarte esta menssagem. Se quizeres deixa o teu mail para puder falar mais contigo. Jinhos"

 

- "Já reparei que temos duas coisas em comum: o gostares de praia e o facto de gostares de mar. Joca gande!"

 

 

Mal posso esperar...

  

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 22:17 | Comentar | Ver comentários (22)
Segunda-feira, 15.09.08

Orgulhosamente só ou tristemente acompanhado(a)?

Um filme que vi ontem e uma breve conversa de "gaijas", resultou neste post que corre sérios riscos de ser abordado de forma séria... ou não. Veremos.

 

O ser humano, dizem, não foi feito para viver sozinho. E verificamos que existe  realmente quem não consiga estar só, sem alguém com quem partilhar a sua vida.  E conseguem mesmo permanecer dezenas de anos ao lado do(a) mesmo(a)(a) companheiro(a). Outros há que, posteriormente, quando o que era mágico se torna irritante e insuportável, optam por passar a viver orgulhosamente sós. Sós, mas aliviados e com o seu espaço, o seu tempo e, não raramente, a sua personalidade de volta.

Mas há ainda quem, não por opção, mas por factores de diversa ordem esteja só. Não orgulhosamente só. Apenas só. Carregando o fardo da solidão e arranjando subterfúgios de toda a espécie para camuflar totalmente ou simplesmente maquilhar um vazio emocional.

 

Todos precisamos de afecto, sem dúvida. Mas há quem o reclame, o anseie a tempo inteiro e quem apenas o deseje  em part-time, sem qualquer compromisso ou obrigatoriedade. 

No seguimento do tal filme, a pergunta que ontem deu consistência à conversa com outra "blogueira" aqui do sítio foi:  

 

Viver com alguém só por carência afectiva... justifica-se? Apenas para não sentir o peso da solidão?

 

A minha amiga dizia que com o tempo as pessoas aprendem a gostar. Eu discordei veementemente. Para mim, ou se gosta ou não se gosta, ou se ama ou não se ama. Talvez seja o meu radicalismo a falar mais alto, mas não creio que o tempo opere milagres, que faça nascer sentimentos que nem em estado embrionário se encontram. O que, na minha visão, pode acontecer é criar-se o hábito de estar com aquela pessoa. Mas passar uma vida inteira ou apenas parte dela com alguém por mero hábito é aceitável? Preenche mesmo a necessidade de afecto?

 

publicado por Teia d´Aranha às 18:54 | Comentar | Ver comentários (31)

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