Terça-feira, 02.02.10

Encomendem já o meu caixão!

 

Comecei a trabalhar às 8.30 e acabei às 21 horas.

 

No trajecto para casa vim a ouvir o relato do jogo entre o FCP e o meu SPORTING. O primeiro a cilindrar  literalmente o segundo. 

 

Penso que estão criadas as condições para  eu ganhar uma bela de uma ulcera nervosa.

 

Só não decidi ainda se mudo de emprego ou de clube.

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 22:25 | Comentar | Ver comentários (26)
Quinta-feira, 17.12.09

Neste momento dava-me tanto jeito ter alguém que...

 

... me fizesse uma limpeza à casa ( e nem precisaria de lavar paredes nem tectos!);

... me passasse uma tonelada de roupa (e nem precisaria de vincar calças que é coisa que dispenso!);

... me arrumasse a garagem (bastaria dar um rumo à tralha que está por lá espalhada... uns 20 caixotes tamanho camião TIR devem ser suficientes);

... fìzesse umas compritas no supermercado (as prateleiras da despensa e o frigorifico estão literalmente vazios. Ah... mentira! Há por lá uma caixa de ovos e um limão!);

... fosse, por mim, à cabeleireira (sim... isto já nem é cabelo. É uma esfregona!);

... me marcasse umas consultas médicas que venho adiando há meses... ou anos. Já nem sei...;

... me levasse o carro à revisão e, logo a seguir, à inspecção;

... me fizesse algumas compras de Natal ( se for pedir muito, basta comprar a minha!);

... me cozinhasse umas coisas e as pusesse no congelador (umas vinte refeições devem chegar...);

... me garantisse que nos próximos dias eu poderia dormir mais de 5 horas...

 

Se desse lado houver alguém suficientemente generoso para me fazer todos estes favorzitos, sou gaja para pagar um jantar... desde que seja depois do Natal e que não se importe de comer uma daquelas iguarias que uns rapazitos, montados numa motoreta, trazem a casa das pessoas...

 

Agora, dêem-me licença que tenho ainda umas três horas de trabalho pela frente...

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 00:27 | Comentar | Ver comentários (12)
Quarta-feira, 18.11.09

Onde eu me fui meter...

 

18 de Novembro, 14h10m.

 

Chego ao meu local de trabalho e sou "assaltada" por dois colegas que, escondidos atrás de um armário, chamam por mim, gesticulando desesperadamente e sussurrando "estamos roucos!". Achei aquilo deveras estranho, mas lá fui eu, intrigada e de sobrolho franzido. Subitamente, um deles abre o armário, saca de um pequeno copo de plástico,  de uma garrafa e vai de me dar um belo "cálice" de jeropiga. Estava explicada a "rouquidão" e a "camuflagem" atrás do armário... É que álcool e trabalho, normalmente, não combinam.

 

Mal tinha eu acabado de emborcar a pinga, vem uma outra colega, de bolachinha de água e sal em riste com 3 quilos de doce de abóbora com nozes em cima, e "Teia, já provaste isto? Tá bom que se farta!" e vai de me espetar aquilo na boca sem sequer me dar tempo de recusar!

 

Depois deste episódio, passei o resto do dia a tentar sondar se, por acaso, ando com ar de quem está com uma desidratação ou desnutrição em último grau.

 

 

 

Agora, até tremo só de pensar que, amanhã, ao chegar lá, corro o risco de me enfiarem um leitão ou um arroz de cabidela pelas goelas abaixo , acompanhado de um garrafão de palhete...

 

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 20:41 | Comentar | Ver comentários (16)
Quarta-feira, 04.11.09

Ando numa de contabilidade...

 

- 6 da manhã... a hora a que me levanto ultimamente

 

- 120 a 130 km... a velocidade que o meu carro atinge, quando era suposto não passar dos 70

 

- 4 cafés (no mínimo)... durante o horário laboral

 

- 10 a 12 horas de trabalho... na maioria dos dias

 

- vários almoços ingeridos à pressa, alguns tendo como menu uma maçã e um iogurte

 

- caralhadas proferidas... perdi a conta.

 

 

 

Tudo bem somadinho daria para meter um belo de um atestado médico, alegando total perda das minhas faculdades mentais e físicas.  

Mas não vou por aí. Porque se contabilizar os sorrisos, as gargalhadas e os disparates trocados... o saldo revela-se positivo.

 

A alegria no trabalho faz mesmo toda a diferença.  

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 00:43 | Comentar | Ver comentários (15)
Quarta-feira, 09.09.09

É bom que eu não esqueça...

 

... que ainda há (haverá?!) quem leia este blog, por isso seria de bom tom e até simpático da minha parte escrever uma coisa ou outra, mesmo que patética, de quando em vez.

 

... que o trabalho começa a ser muito e que convém eu dar o litro.

 

... que os sorrisos que me acolhem no meu novo local de trabalho podem vir a tornar-se "armas de destruição maciça"... Nunca fiando!

 

... que convém alimentar-me decentemente para não começar a dar a ideia de que as minhas calças ainda poderiam levar mais um rabo.

 

... que preciso de ir urgentemente comprar uns "trapinhos" porque corro sérios riscos de me aparecer pela frente o famoso "esquadrão da moda".

 

... que convites para sair, vindos de quem me trata por você e praticamente não me conhece, não é lá muito prometedor, mas põe, sem dúvida, em acção a minha criatividade nas desculpas que arquitecto para não aceitar.

 

... que nem toda a gente pensa, age e valoriza as coisas como eu e que, sendo assim, tenho duas opções: ou vou no mesmo "autocarro", deixando-me arrastar para um destino que não quero, ou saio na primeira "paragem" e sigo o meu trajecto sozinha e a pé. É que, ainda por cima, não gosto de "ajuntamentos" e todos sabemos como num autocarro isso é difícil evitar. Já para não falar do cheiro a sovaquinho.

 

... que tenho um feitio de merda e que não posso obrigar ninguém a conviver com ele.

 

 

 

 

... Its hard to think of anything I haven't heard before
I hear these voices in my head
It could be mine but I'm not sure
I hear their trying to be who I think they should be
Why won't they leave me alone

I can't deny it I try to fight it
But I'm losing control

I don't want to be like them

I want to crawl back in

Don't want to lose my innocence
Don't want the world second guessing at my heart
Won't let your lies take a piece of my soul
Don't want to take your medicine...
 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 17:58 | Comentar | Ver comentários (16)
Terça-feira, 01.09.09

Uma questão de coerência

 

Teia d'Aranha. É o nome do blog, correcto? Então, por que não deixá-lo realmente criar teias?

Assim fiz.

E pela primeira vez na vida senti que fiz algo coerente.

 

Tinha na "manga" um post fabuloso sobre as minhas férias, mas o regresso ao trabalho deixou-me com uma neura do tamanho de um camião e agora já não me apetece...

 

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 23:37 | Comentar | Ver comentários (22)
Segunda-feira, 20.07.09

Notícia de última hora!

 

Informo que estou, a partir de hoje, oficialmente de FÉRIAS!

 

Mas que vou trabalhar um dia desta semana. Porque me pediram... com muiiiiittttooooo jeitinho.

 

 

 

E porque fui suficientemente estúpida a ponto de aceitar.

 

 

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 10:49 | Comentar | Ver comentários (22)
Sábado, 04.07.09

O imperativo do adeus

 

"Por mais que a vida nos premeie com pequenas ausências ou com decepções que chegam de surpresa, cada adeus não tem nem primeira nem terceira pessoas, um singular ou diversos plurais, como não tem passado nem futuro. Por mais que pareça da nossa família, "adeus" é um imperativo que amachuca o coração e  o transforma sempre num pretérito imperfeito.(...)

Era, realmente, mais fácil se, no lugar de um adeus, fôssemos rebeldes, irascíveis, ou, então, vaidosos e impertinente, diante de tudo o que nos salta do coração até ao corpo. E mais ainda, se as palavras se esgueirassem pelos olhos e falassem à margem de tudo o que sentimos. E, sempre que um adeus hesitasse na garganta, elas nos traíssem numa nesga de sílaba ou num gesto estonteante.

Mas como acontece tantas vezes, há palavras que são da nossa família sem que tenhamos, alguma vez, percebido o que querem dizer. É assim o "adeus". E, por mais que se faça da família, todo o adeus amachuca o coração. E transforma-se, vezes demais cada memória num pretérito... mais que imperfeito".

(Eduardo Sá)

 

(Há muito tempo que não me doía separar-me de pessoas com quem trabalhei. E se ontem não consegui (ao contrário de vós) expressar por palavras o quanto vocês foram importantes para mim, foi porque as lágrimas, que tentei a todo o custo esconder-vos, não mo permitiram... Tal como dizia, ontem, o P., entre lágrimas e copos de wisky, "estivemos pouco tempo juntos, mas estivemos de alma e coração". E quando assim é, os pequenos momentos tornam-se grandes, os problemas transformam-se em ninharias e a "gentalha" que nos cerca, qual abutres, fica reduzida a insecto que se esmaga com o olhar da nossa indiferença. E lembrem-se (e esta é sobretudo para ti, P., que ainda lá ficarás): até no meio da "merda" é possível descobrir-se tesouros...

 

Até sempre. Digo-vos eu.)

 

 

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 19:14 | Comentar | Ver comentários (30)
Domingo, 21.06.09

Estava aqui a pensar...

 

Há quem diga diga que um blog é como um  filho. Vistas as coisas desse modo, o meu deve estar a passar pela crise da adolescência...

 

E eu não sei se o deixo continuar assim, isolado e de porta fechada, ou se lhe espeto duas galhetas bem dadas no focinho que o façam acordar para a vida...

 

Mas desconfio que o meu coração de manteiga me fará optar pela segunda hipótese.

 

 

(As próximas duas semanas ainda prometem muito trabalho e os posts serão quase telegráficos... Alguns poderão ser mesmos uma mera enxurrada de palavrões.  É isso ou deixar o blog às moscas.)

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 14:27 | Comentar | Ver comentários (28)
Sexta-feira, 12.06.09

Quando o calor aperta...

 

"... a sede desperta" era, há uns anos, o slogan que anunciava a chegada do Verão e de um produto qualquer. Penso que era do gelado Corneto, mas não tenho a certeza nem isso interessa agora.

 

O calor também me desperta a sede, mas traz a reboque uma vontade de não fazer nenhum que até dói! Vontade essa que sou obrigada a contrariar a toda a hora, sobretudo nesta altura em que o trabalho se reproduz como coelhos e, como se isso não bastasse já para eu subir pelas paredes, ainda me lembrei que era giro fazer uma formação que até me vai ocupar um ou outro sábado. A minha estupidez não tem limites... Por isso é que a produção escrita aqui no estaminé nunca esteve tão fraquinha. A falta de tempo tem sido, sobretudo, a grande culpada da minha ausência, pois vontade de escrever não tem faltado e assunto idem idem, aspas aspas...

 

E adivinhem sobre que tema me tem apetecido dissertar (?) Sobre os/as chamados(as) "coninhas" que se atravessam na nossa vida, que vêm de mansinho, como quem não quer a coisa...

 

Mas o que é um(a) coninhas?

 

Há já muito tempo, a Gaja deu a definição. Segundo ela, "Entenda-se por uma pessoa coninhas o seguinte (e aprendam comigo que eu não duro sempre) : Uma pessoa coninhas, por norma, nunca se chateia com nada. Podemos mandar-lhe três basaltos da calçada no meio da testa, gritar-lhe quatro ou cinco asneiras ao ouvido, que aquela carinha nunca muda de figura. Transporta sempre um sorriso parvo e um ar angelical. Uma pessoa coninhas nunca fala alto e acaba quase sempre as palavras que diz, em inhos e inhas. É típico desta espécie mostrarem aos outros o quanto as suas vidas são perfeitas....os filinhos....os maridinhos....as mulherzinhas.....a casinha.....o cãozinho......o carrinho.....".

 

Resumindo e concluindo, nesta definição, um(a) coninhas é alguém que nem caga nem desocupa a moita ou, em português mais rude, é quem nem fode nem sai de cima. É quem parece um(a) santo(a), mas de pau oco. É quem não avança nem recua. Não é doce nem salgado. É insípido. Sem gostinho nenhum. E normalmente desempenha esse papel a tempo inteiro.

Os(as) coninhas, encontramo-los(as) em todo o lado: no local de trabalho, nas filas de trânsito, nas repartições públicas... São os(as) que se juntam a nós nos protesto contra a entidade patronal, mas que lhe lambem as botas na primeira oportunidade, que fazem serões sem reclamar, sem um "ai" e ostentando o tal sorrizinho parvo como se se tratasse de uma imagem de marca; são os(as) que vão no meio da estrada a 20km hora e a travar; são os(as) que dizem  "sim" e passados cinco minutos "não" e dez minutos depois "não sei" ou "talvez"; são os(as) que respondem que estão óptimos(as), relaxadíssimos(as) e que a vida é linda e é sempre a "bombar" quando, na realidade, são donos de uma vida de merda e sem estórias para contar...

Mas há quem seja coninhas em part-time. Eu sou-o quando me dá jeito. E sobretudo quando dou de frente com alguém que pensa que sou mais coninhas do que ela própria. Nesses momentos, entro no jogo, não contrario e convenço-o(a) de que sou estúpida todos os dias e que, além de estúpida, sofro de miopia e de surdez, ou seja, que sou totalmente tapadinha, quase uma atrasada mental. Sendo assim, interpretar sinais e ler nas entrelinhas é algo que pareço não saber fazer. Mas sei. E demonstro até um talento especial nesse domínio. Sei juntar "pontas soltas"  e somar isto mais aquilo como pouca gente, se me permitem a falta de modéstia.

 

Se este post é algum recado? É.

Por que não o digo directamente à pessoa em causa? Porque é coninhas a tempo inteiro e eu seria obrigada a fazer um desenho. E esse é um talento com que não fui brindada.

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 22:35 | Comentar | Ver comentários (24)

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