É bom que não voltes a esquecer-te das pipocas!

 

Não foi preciso pedinchar, nem esponjar-me no chão, esperneando e esbracejando, qual criança mimada a pedir umas valentes chapadas no focinho. Bastou o post anterior e enviar a morada, não fosse o carteiro andar às aranhas pelo bairro à procura da Teia.

 

Hoje, quando abri a caixa do correio, no meio das cartas com facturas disto e daquilo, dos panfletos de todos os hipermercados e pizzarias, lá estava ele,  o envelope que, por momentos, me fez esquecer o dia de cão e parar de bufar e de maldizer este mundinho e o que há-de vir. E trazia nada mais nada menos do que 15 filmes! Destaco apenas (para meter nojo e fazer sobressair a puta da minha mania!): Invictus, Sherlock Holmes, The Time Traveler's Wife e (claro!) Up In The Air.

 

 

E são gestos destes, tão simples e vindos de quem nunca me viu nem mais gorda nem mais magra, que me levam a afirmar algo que nunca julguei, nem em sonhos, vir a equacionar: se um dia me passar pela cabeça incluir a palavra casamento no meu dicionário e se tu passares a fazer o meu género, vou direitinha a casa dos teus pais, munida de um estojo de veludo com uma anilha, e pedirei a tua mão! Só não prometo fazê-lo de joelhos...

 

 

(momento de reflexão, de introspecção, de pesar os prós e os contras)

 

 

Pronto... casamento... talvez seja ir longe demais. Vamos pensar apenas em união de facto, pode ser?

 

 

(mais um momento de reflexão, de introspecção, de pesar os prós e os contras e de  ganda arrependimento)

 

 

Existe a possibilidade de união de facto, mas ficando cada um na sua casinha e a pagar as suas continhas?

 

 

Enquanto aguardo pela vossa resposta, vou ali pôr o sofázinho e a manta a jeito e esperar que as pipocas comecem aos saltos...

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 21:12 |