O dia em que o meu mundo ruiu
Hoje perguntaram-me que tipo de mulher sou eu, já que o meu blog, sendo de "gaja", não disserta sobre cabelos, malas, compras...
Nunca pensei que uma simples questão bastasse para me afundar numa crise de identidade.
Hoje perguntaram-me que tipo de mulher sou eu, já que o meu blog, sendo de "gaja", não disserta sobre cabelos, malas, compras...
Nunca pensei que uma simples questão bastasse para me afundar numa crise de identidade.
... os lacinhos e os papéis de embrulho foram cuidadosamente guardados para voltarem a ser usados no próximo ano,
... a máquina da louça está a lavar... pela sétima vez consecutiva,
... o aspirador está farto de sugar os "despojos de guerra",
... os contentores do lixo, lá fora, vomitam as provas de tanto afecto e festarola,
... as lojas e os hipermercados enchem-se de gente disposta a reclamar a boneca que afinal não faz xixi nem grita "mamã" e a trocar aquele pijama ou roupão demasiado fluorescente que a tia Luísa insiste em ofertar,
... as donas de casa fazem listas de compras para repôr tudo o que foi morfado e emborcado.
E, no final, o que mais reconforta, o que mais nos faz suspirar de alívio...
... é que podemos todos voltar à normalidade e aos nossos pacatos dias, onde a rotina é abraçada quase com saudade... (ou não).

