Quinta-feira, 21.01.10

É bom que não voltes a esquecer-te das pipocas!

 

Não foi preciso pedinchar, nem esponjar-me no chão, esperneando e esbracejando, qual criança mimada a pedir umas valentes chapadas no focinho. Bastou o post anterior e enviar a morada, não fosse o carteiro andar às aranhas pelo bairro à procura da Teia.

 

Hoje, quando abri a caixa do correio, no meio das cartas com facturas disto e daquilo, dos panfletos de todos os hipermercados e pizzarias, lá estava ele,  o envelope que, por momentos, me fez esquecer o dia de cão e parar de bufar e de maldizer este mundinho e o que há-de vir. E trazia nada mais nada menos do que 15 filmes! Destaco apenas (para meter nojo e fazer sobressair a puta da minha mania!): Invictus, Sherlock Holmes, The Time Traveler's Wife e (claro!) Up In The Air.

 

 

E são gestos destes, tão simples e vindos de quem nunca me viu nem mais gorda nem mais magra, que me levam a afirmar algo que nunca julguei, nem em sonhos, vir a equacionar: se um dia me passar pela cabeça incluir a palavra casamento no meu dicionário e se tu passares a fazer o meu género, vou direitinha a casa dos teus pais, munida de um estojo de veludo com uma anilha, e pedirei a tua mão! Só não prometo fazê-lo de joelhos...

 

 

(momento de reflexão, de introspecção, de pesar os prós e os contras)

 

 

Pronto... casamento... talvez seja ir longe demais. Vamos pensar apenas em união de facto, pode ser?

 

 

(mais um momento de reflexão, de introspecção, de pesar os prós e os contras e de  ganda arrependimento)

 

 

Existe a possibilidade de união de facto, mas ficando cada um na sua casinha e a pagar as suas continhas?

 

 

Enquanto aguardo pela vossa resposta, vou ali pôr o sofázinho e a manta a jeito e esperar que as pipocas comecem aos saltos...

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 21:12 | Comentar | Ver comentários (21)
Sexta-feira, 20.03.09

E se enfiasses o cartão num sítio que eu cá sei?

 

Eu gosto de receber presentes. Gosto. Mas o que mais me agrada nessa demonstração de carinho, de estima, de apreço é quando ocorre sem motivo algum, sem assinalar qualquer data ou acontecimento. Dar por dar apenas. Só porque alguém se lembrou de  mim. E, por incrível que pareça, há quem se recorde da minha existência. Há quem faça questão de sublinhar que sou "especial".

Hoje, ao abrir a minha caixa do correio, lá estava mais uma prova do quanto eu sou importante. Tirei foto e tudo para que o facto ficasse registado para a posteridade.

Como adoro sentir-me assim... mimada! Pela minha família, pelos meus amigos, pelas pessoas com quem mantenho laços de afectividade.

Agora, quem disse à puta da Caixa Geral de Depósitos que ela faz parte desse leque de pessoas?! Quem a convenceu disso?!

E tem mais: presentear-me com uma tonelada de papéis  com o objectivo de me levar a aderir à porcaria de um cartão que eu jamais pedi, não me faz propriamente sentir especial! Sobretudo se tivermos em conta que todo aquele merchandising é pago por todos os contribuintes! Belo exemplo de esforço de redução de despesas, vindo de uma entidade bancária que se diz do estado!

 

Darem-me presentes que eu própria paguei... não, obrigada! Reduzam-me é a prestação mensal do meu empréstimo e parem de esbanjar dinheiro em merdas!

 

Não ficaria muito mais barato ligarem-me a perguntar se estou ou não interessada em determinado serviço?

 

 

 

publicado por Teia d´Aranha às 16:49 | Comentar | Ver comentários (15)

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